Ex-volante Marcos Senna virou dirigente e se frustrou com Pato
publicidade

Ex-volante Marcos Senna virou dirigente e se frustrou com Pato

0 0 0
Marcos Senna comemora após marcar pelo Villarreal contra o Arsenal em 2009 (Imagem: Daniel Ochoa de Olza/AP)

Foram 11 anos como jogador e já quase quatro como dirigente no Villarreal. Tempo suficiente para Marcos Senna vencer títulos, recusar propostas de clubes como o Manchester United e virar lenda na Espanha. Ao longo do período morando no país, o ex-volante, que também atuou por Corinthians e São Caetano, viu vários brasileiros chegando e deixando o clube. Um deles o decepcionou: Alexandre Pato, hoje no São Paulo.



"Na verdade, o Villarreal sempre foi muito mais argentino. Jogadores brasileiros eram pontuais. Então, passaram o Gabriel [Paulista], Nilmar, eu, Cicinho, Edmilson, Belletti, com quem joguei junto. Nunca ficavam muito tempo juntos três brasileiros, por exemplo. Eu fui o único que realmente chegou e ficou", contou Senna, ao UOL Esporte, durante o evento Soccerex, em Lisboa.



LEIA TAMBÉM: Sem acomodação, Volpi celebra fase e diz estar tranquilo por permanência


Campeão europeu com a seleção espanhola em 2008, ele ignora Alexandre Pato em sua lista de brasileiros com quem trabalhou no Villarreal. Logo se explica, deixando transparecer um pouco de frustração.

"Peguei o Pato, esqueci de mencionar o nome dele. Como embaixador, por pouco tempo", lembrou.

"Pato já demonstrou que não tem estabilidade em nenhum time. Mais do que decepção, eu, na verdade, não fiquei nem surpreendido pela trajetória dele. Obviamente, a gente tinha a expectativa de que realmente ele pudesse se afirmar no Villarreal, não parava em lugar nenhum. Mas eu também tenho empatia, me coloco no lugar dele, teve uma proposta, digamos, estratosférica [da China], e ele tinha essa facilidade de mudar de time para outro, estava feliz assim", completou.

Recebido por mais de mil torcedores, Pato foi contratado pelo Villarreal em julho de 2016. Porém, depois de seis meses, se transferiu para o Tianjin Quanjian, da China. Ele balançou as redes somente duas vezes em 14 partidas pelo Campeonato Espanhol. Foi o último jogador brasileiro a passar pelo Submarino Amarelo, apelido que o clube ganhou durante a campanha semifinalista na Liga dos Campeões de 2005/2006.

Agora com 43 anos, Marcos Senna destaca outra dificuldade que qualquer time europeu enfrenta ao buscar reforços no mercado brasileiro. De acordo com ele, o envolvimento de empresários aumenta a burocracia envolvida em negociações e dificulta contratações.

"O meu desejo era quanto mais brasileiro, melhor. Hoje, não temos nenhum. Falando de forma geral, o jogador brasileiro perdeu muito mercado. Alguns anos atrás, faltou seriedade na hora de quando você vai contratar o atleta. Você pergunta quem é seu empresário, e aí falam que um [empresário] tem percentagem, outro tem isso. Então, você vai ver que é muito mais burocrático no Brasil. Quando algum europeu quer contratar, já pensa a dor de cabeça", analisou o cartola.

"A Europa criou uma resistência, ainda saem muitos atletas e vão continuar [saindo], mas, se o Brasil, em termos de gestão, fosse diferente, o cenário era outro. Pode ter certeza que pelo menos um, dois, três estariam jogando no Villarreal", complementou.

Segundo jogador que mais vestiu a camisa do Villarreal na história, com 363 jogos disputados entre 2002 e 2013, o ex-volante naturalizado espanhol planejada inicialmente retornar ao Brasil ao encerrar a carreira, mas a família o fez permanecer em continente europeu.

"A princípio, quando vim para o Villarreal, tinha assinado por cinco anos, e a ideia era bater e voltar. Não sei como está no Brasil agora, mas antes não fechavam por tanto tempo. Na altura, achei o contrato de cinco anos maravilhoso, mas ao mesmo tempo largo, e depois eu vi que não foi. Nos primeiros anos, eu e minha esposa ainda não tínhamos filho, ela é brasileira. Quando me casei, estava no São Caetano, chegamos na final da Libertadores e eu vim para o Villarreal", explicou.

"Desembarquei aqui com esse propósito de cumprir os cinco anos, mas a ideia de voltar ao Brasil foi mudando até que tivemos o primeiro filho. Ganhava em euro, o Brasil estava como um país emergente, porém foi por pouco tempo. A partir disso, fui colocando na balança. No final, fomos para os Estados Unidos e, nessa época, estava mais do que decidido. Ao redor de 2009, havíamos concluído que a vida era na Espanha", continuou.



"Quando eu saí do Villarreal, os proprietários falaram que, quando acabasse lá [nos Estados Unidos], me queriam aqui. Sabia que, ao retornar, teria o meu cargo. Então, voltei, minha esposa e meus filhos super contentes na Espanha, e quem manda em casa é ela, não adianta (risos). Mas eu estava feliz de voltar porque, se fosse para o Brasil, teria de começar minha vida do zero, ia ser tudo mais complicado. Falando de economia e segurança, não digo que seria um passo atrás. Eu sempre vou ao Brasil, minha família está lá, mas seria muito em jogo e coloquei na balança", finalizou.

Hoje em dia, em qualquer jogo do Villarreal em competições europeias, é cena comum ver Marcos Senna cruzar a zona mista de entrevistas ao lado dos atletas. No entanto, em vez de uniforme, ele agora veste o traje mais social.

"Basicamente, sou a imagem do clube. Antes de entrar nesse cargo, eu era leigo e pensava que não fazia nada, somente figurava. Mas tem muita coisa para fazer. Estou contente, há quase quatro anos nessa posição. E a equipe, mais importante também, está satisfeita comigo", comemorou.

São Paulo, Marcos Senna, Dirigente, Frustrou, Pato, SPFC

VEJA: Clique aqui e veja as promoções que a Farelos Jurídicos preparou para você

VEJA: Resultados ruins começam a pressionar Cuca no São Paulo

LEIA TAMBÉM:Lateral ou meia? Daniel Alves diz onde pode ajudar mais o São Paulo e seus companheiros

Clique aqui e confira séries, comentários, filmes e tudo sobre futebol! Teste agora!

Avalie esta notícia: 7 22

Comentários (11)

11/09/2019 14:39:07 Murillo Franco

Finalmente a burocracia brasileira está nos favorecendo... kkkkkkkkkkkkkk

11/09/2019 11:31:09 EdsComp Informática

Na materia o cara dá muito mais importância para assuntos mais sérios como a visão dos clubes europeus com jogadores brasileiros, mas a matéria que deve ter sido feita por corintiano que não esquece o pênalti batido pelo pato...

11/09/2019 11:13:01 Eduardo Santos

kkkk time arge tino, ou decendende de argentino tem mais é que se lascar kk

11/09/2019 11:01:28 anderson medeiros

DANIEL ALVES, JA QUE ESTÁ QUERENDO AJUDAR O TIME. JOGA NA ZAGA !?

11/09/2019 10:54:14 renato vieira

O cara é" ídolo" do Villareal e vem criticar o pato q foi ídolo em quase todos os times q jogou. É cada uma viu

11/09/2019 10:06:45 wilson carlos

Marcos Sena, VTNC

11/09/2019 09:50:28 Jose Feitosa

O Pato é otimo jogador, mas muito irregular.

11/09/2019 09:07:43 Ramon Fernandes

Quem quiser participar de um grupo do SPFC, CHAMEM NESSE N° 84997082938

11/09/2019 08:57:17 João TTI

O cara fez carreira no milan saiu do inter gamhando mundial ,saiu idolo da china ,teve sua primeira passagem brilhante no São Paulo .....a verdade é que ele não joga presionado e nos times do Chelsea , Villarreal e galinhas ele sempre teve pressão por parte da diretoria onde eles queria que ele voltasse a ser o pato do milan .....

11/09/2019 08:53:51 Antonioalves Alves

Vão se fuder seus merdas vai cuidar da vida de vcs deixa o Pato viver a vida dele

11/09/2019 08:31:56 Tricolaço7

Pato é um Keirrison com grife.

Podem falar o que for mas ele não se paga. O custo benefício é péssimo...

Enviar Comentário

Para enviar comentários, você precisa estar cadastrado e logado no nosso site. Para se cadastrar, clique Aqui. Para fazer login, clique Aqui.